Nós Mulheres
A realidade é maior e mais bonita:A mulher possui qualidades especificamente femininas que,quando se unem as qualidades especificamente masculinas,permitem conseguir resultados maiores,mais expressivos e mais ricos que poderiam se alcançar,quando cada um dos sexos trabalham separadamente.
D. Helder Câmara
quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011
terça-feira, 11 de janeiro de 2011
"Viver não dói" ou "As possibilidades perdidas"
Martha Medeiros
Chegaram a mim alguns versos do poeta mineiro,Emílio Moura e um em especial me chamou a atenção: "Viver não dói. O que dói é a vida que não se vive".
Definitivo, como tudo o que é simples. Nossa dor não advém das coisas vividas, mas das coisas que foram sonhadas e não se cumpriram.
Por que sofremos tanto por amor? O certo seria a gente não sofrer, apenas agradecer por termos conhecido uma pessoa tão bacana, que gerou em nós um sentimento intenso e que nos fez companhia por um tempo razoável, um tempo feliz. Sofremos por quê?
Porque automaticamente esquecemos o que foi desfrutado e passamos a sofrer pelas nossas projeções irrealizadas, por todas as cidades que gostaríamos de ter conhecido ao lado do nosso amor e não conhecemos, por todos os filhos que gostaríamos de ter tido junto e não tivemos, por todos os shows e livros e silêncios que gostaríamos de ter compartilhado, e não compartilhamos. Por todos os beijos cancelados, pela eternidade interrompida.
Sofremos não porque nosso trabalho é desgastante e paga pouco, mas por todas as horas livres que deixamos de ter para ir ao cinema, para conversar com um amigo, para nadar, para namorar. Sofremos não porque nossa mãe é impaciente conosco, mas por todos os momentos em que poderíamos estar confidenciando a ela nossas mais profundas angústias se ela estivesse interessada em nos compreender. Sofremos não porque nosso time perdeu, mas pela euforia sufocada. Sofremos não porque envelhecemos, mas porque o futuro está sendo confiscado de nós, impedindo assim que mil aventuras nos aconteçam, todas aquelas com as quais sonhamos e nunca chegamos a experimentar.
Como aliviar a dor do que não foi vivido? A resposta é simples como um verso: se iludindo menos e vivendo mais.
sexta-feira, 12 de novembro de 2010
ATITUDES QUE DRENAM ENERGIAS

sexta-feira, 8 de outubro de 2010
Ganhei um selo...e você?

Receber SELINHO é uma prova de muito carinho,fiquei bastante feliz,foi como receber uma ESTRELA do Blogger que tanto gosto!...
O valioso presente foi do Blogger Tocando Estrelas
Vamos tomar chá?
E aqui vão algumas das regrinhas , que devo cumprí-las a partir do momento que recebi e decidi passar adiante meu selinho.
1. Fazer referência a quem me ofertou o selo:
Niña, do blog "Tocando estrelas..." .
2. Qual tipo de chá que mais gosta:
Eu amo quase todos os chás,mas,o que mais gosto é de Erva Cidreira,lembra minha infância.
3. Quantas colheres de açúcar costuma colocar:
Alguns eu tomo sem adoçar,mas,o de erva cidreira que mais gosto coloco 06 gotas de adoçante.
4. Indicar seis blogs:
Boas Vibrações! xô aperreio
Arte Dobrada
Diagramas & Cia.
Pequenos Nadas 3
PaolArt's
sexta-feira, 20 de agosto de 2010
A GRANDEZA DO MAR
(No livro "Quando é preciso Viver" página 29)
Você sabe por que o mar é tão grande?
Tão imenso? Tão poderoso?
É porque teve a humildade de colocar-se alguns centímetros
abaixo de todos os rios.
Sabendo receber, tornou-se grande.
Se quisesse ser o primeiro, centímetros acima de todos os rios,
não seria mar, mas sim uma ilha.
Toda sua água iria para os outros e estaria isolado.
A perda faz parte.
A queda faz parte.
A morte faz parte.
É impossível vivermos satisfatoriamente.
Precisamos aprender a perder, a cair, a errar e a morrer.
Impossível ganhar sem saber perder.
Impossível andar sem saber cair.
Impossível acertar sem saber errar.
Impossível viver sem saber viver.
Se aprenderes a perder, a cair, a errar, ninguém mais o controlará.
Porque o máximo que poderá acontecer a você é cair, errar e perder.
E isto você já sabe.
Bem aventurado aquele que já consegue receber com a mesma naturalidade
o ganho e a perda, o acerto e o erro, o triunfo e a queda, a vida e a morte.
terça-feira, 17 de agosto de 2010
KIT DE SOBREVIVÊNCIA PARA O DIA A DIA
Para lembrarmos de pescar as boas qualidades dos outros.
ELÁSTICO
Para lembrarmos de sermos flexíveis: as coisas nem sempre acontecem do jeito que queremos, mas no final dão certo.
BAND-AID
Para lembrarmos de curar sentimentos magoados, nossos ou de outros.
LÁPIS
Para lembrarmos de escrevermos as bênçãos e favores que recebemos todos os dias.
APAGADOR
Para lembrarmos que todos nós erramos, porém devemos apagar
estes erros.
CHICLETES
Para lembrarmos de que se nos esticarmos, podemos realizar
qualquer coisa.
COFRE
Para lembrarmos de que valemos uma fortuna para nossas
famílias e amigos.
BATOM
Para lembrarmos de que todos precisam de beijos e abraços.
SAQUINHO DE CHÁ
Para lembrarmos de relaxarmos diariamente.
Para o mundo talvez sejamos apenas alguém...
mas para alguém, podemos ser o mundo!
Adorei o texto,desconheço a autoria...
domingo, 1 de agosto de 2010
A elegância dos gestos
É um dom que vai muito além do uso correto dos talheres e que abrange bem mais do que dizer um simples obrigado diante de uma gentileza.
É a elegância que nos acompanha da primeira hora da manhã até a hora de dormir e que se manifesta nas situações mais prosaicas, quando não há festa alguma nem fotógrafos por perto.
É uma elegância desobrigada.
É possível detectá-la nas pessoas que elogiam mais do que criticam.
Nas pessoas que escutam mais do que falam. E quando falam, passam longe da fofoca, das pequenas maldades ampliadas no boca a boca.
É possível detectá-la nas pessoas que não usam um tom superior de voz ao se dirigir a frentistas.
Nas pessoas que evitam assuntos constrangedores porque não sentem prazer em humilhar os outros.
É possível detectá-la em pessoas pontuais.
Elegante é quem demonstra interesse por assuntos que desconhece, é quem presenteia fora das datas festivas, é quem cumpre o que promete e, ao receber uma ligação, não recomenda à secretária que pergunte antes quem está falando e só depois manda dizer se está ou não está.
Oferecer flores é sempre elegante.
É elegante não ficar espaçoso demais.
É elegante não mudar seu estilo apenas para se adaptar ao de outro.
É muito elegante não falar de dinheiro em bate-papos informais.
É elegante retribuir carinho e solidariedade.
Sobrenome, jóias e nariz empinado não substituem a elegância do gesto.
Não há livro que ensine alguém a ter uma visão generosa do mundo, a estar nele de uma forma não arrogante.
Pode-se tentar capturar esta delicadeza natural através da observação, mas tentar imitá-la é improdutivo.
A saída é desenvolver em si mesmo a arte de conviver, que independe de status social: é só pedir licencinha para o nosso lado brucutu, que acha que com amigo não tem que ter estas frescuras.
Se os amigos não merecem uma certa cordialidade, os inimigos é que não irão desfrutá-la.
Educação enferruja por falta de uso. E, detalhe: não é frescura.
Martha Medeiros.
é colunista do jornal Zero Hora de Porto Alegre, e de O Globo, do Rio de Janeiro.